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Google vai lançar o Gemini em milhões de veículos.

Carro elétrico branco futurista Gemii AI em exposição interna com pessoas ao fundo.

Google começou a levar o Gemini para o Android Auto com o objetivo de substituir, aos poucos, o Google Assistente.

A transição já vinha acontecendo em smartphones, relógios e dispositivos conectados da casa - e agora a empresa também volta a atenção para os carros. Segundo o próprio Google, o Android Auto está presente em mais de 250 milhões de veículos no mundo. Em um comunicado publicado nesta semana, a companhia informou que pretende iniciar, nos próximos meses, a distribuição da sua versão do Gemini para a plataforma.

O Google não detalhou um calendário de lançamento. Ainda assim, indicou que a mudança tende a chegar primeiro para quem já teve o Google Assistente trocado pelo Gemini no smartphone. Na prática, a promessa é oferecer um assistente mais ágil, com respostas mais inteligentes e interações mais naturais dentro do carro.

Gemini no Android Auto: o que muda na prática

No Android Auto, o Gemini deve ajudar o motorista de forma parecida com o que já faz na navegação do Google Maps. Durante uma rota, por exemplo, será possível pedir sugestões que levem em conta o trajeto e preferências momentâneas do condutor - como a vontade de comer churrasco. Se a IA encontrar opções interessantes no caminho, o usuário poderá fazer perguntas adicionais sobre os locais sugeridos, como se tivesse um copiloto ao lado, pronto para complementar as informações.

Além disso, o Gemini no Android Auto também deve facilitar tarefas do dia a dia usando comandos de voz com linguagem mais natural. O motorista poderá ditar mensagens, enviar textos e checar e-mails sem precisar “falar robótico” para ser entendido.

Outro ponto é que, assim como no celular ou no computador, o usuário poderá conversar com a IA sobre praticamente qualquer assunto. Uma possibilidade é aproveitar o tempo no trânsito para pedir informações sobre o destino - como dicas gerais do local, contexto do que fazer por lá ou detalhes que ajudem a planear melhor a chegada.

Em resumo, a proposta é tornar a experiência mais próxima de uma conversa real: um assistente com quem se interage de modo espontâneo, como se estivesse falando com uma pessoa.

Segurança ao volante e uso responsável do Gemini no Android Auto

Com um assistente mais conversacional no carro, a tendência é que a voz ganhe ainda mais espaço como forma de controlar tarefas sem tirar as mãos do volante. Mesmo assim, vale lembrar que qualquer interação deve priorizar a segurança: o ideal é manter pedidos curtos e objetivos, especialmente em vias movimentadas, para reduzir distrações.

Também é importante considerar que respostas e sugestões dependem de dados como localização, rota e histórico de uso (conforme as definições da conta). Para quem preferir mais privacidade, a recomendação é rever as permissões do Android Auto e as configurações de actividade e personalização do Google, ajustando o que pode ou não ser utilizado durante a condução.

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