O maior atrativo do MacBook Neo é o preço mais acessível. Só que um detalhe que a Apple não destacou no anúncio acabou chamando ainda mais atenção: por conta da sua arquitectura interna, o novo portátil também parece ser muito simples de reparar.
MacBook Neo: a aposta acessível da Apple para enfrentar PCs e Chromebooks
Em março, a Apple fez uma sequência de anúncios e, entre as novidades, apresentou o MacBook Neo. A proposta é inaugurar uma nova “categoria” dentro da linha: uma versão mais barata do MacBook, pensada para disputar espaço com PCs de entrada e Chromebooks.
Para chegar a esse posicionamento, a empresa aceitou algumas limitações - a principal delas é a escolha de uma A18 Pro, a mesma família de chip usada no iPhone, em vez de um processador desenvolvido especificamente para Macs. Em contrapartida, a Apple consegue colocar o MacBook Neo por 699 euros (o equivalente em reais varia conforme câmbio e impostos).
Um ponto extra do MacBook Neo: reparo fácil e design interno modular
Além do preço, o MacBook Neo ganhou elogios por um motivo que não apareceu no palco do lançamento: a facilidade de manutenção. Assim que o portátil chegou ao mercado, o canal do YouTube TECH RE-NU publicou um desmontaje que mostra uma construção interna modular e peças que saem com relativa facilidade usando apenas chaves de parafuso.
Segundo o canal, a máquina evita soluções que complicam reparos, como colas e fitas adesivas difíceis de remover. A análise descreve:
“Notamos a ausência total de fitas adesivas extensíveis e de cola, uma bateria presa por 18 parafusos e uma placa-mãe minúscula”.
De acordo com o vídeo, todo o processo de desmontagem levou menos de 10 minutos.
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Desempenho e ecrã: o que a Apple promete
Ainda é cedo para saber qual será o ritmo de vendas do MacBook Neo. Mesmo assim, a Apple sustenta que, apesar de usar um chip de iPhone, o modelo é “até 50% mais rápido em tarefas do dia a dia, como navegação na Web, e até 3 vezes mais rápido ao executar tarefas de IA, como aplicar efeitos avançados em fotos, em comparação com o PC mais vendido equipado com o mais recente processador Intel Core Ultra 5”.
A empresa também afirma que o MacBook Neo traz um ecrã mais brilhante e com melhor resolução do que a maioria dos PCs na mesma faixa de preço.
Por que a reparabilidade pode fazer diferença no Brasil
Se esse nível de reparabilidade se confirmar em larga escala, o MacBook Neo tende a ser especialmente interessante para o público brasileiro, onde consertos e substituição de componentes muitas vezes custam caro e demoram. Um portátil mais “amigável” para manutenção pode reduzir o tempo fora de uso e ampliar as opções entre assistência autorizada e oficinas especializadas.
Outro efeito possível é na vida útil e no valor de revenda: equipamentos que permitem troca de bateria e intervenções internas com menos risco costumam envelhecer melhor no mercado de segunda mão. Para quem pretende ficar mais anos com o mesmo computador - ou revendê-lo depois -, um design modular pode ser um diferencial tão relevante quanto preço e desempenho.
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