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Caisse d’Épargne: nova regra agora é obrigatória para todos os clientes.

Pessoa usa celular para fazer pagamento online com cartão de crédito sobre mesa de madeira clara.

Uma novidade importante para os 17 milhões de clientes.

Quem tem conta na Caisse d’Épargne (a “Caixa de Poupança” francesa) precisa estar atento a uma alteração que, embora não seja drástica, passa a ser obrigatória para conseguir aceder ao banco digital e gerir as suas informações. A seguir, veja o que muda e por quê.

Os franceses e as senhas (“mot de passe”) ainda são pouco cautelosos

Apesar de alertas recorrentes sobre cibersegurança, muitos utilizadores continuam a tratar o mot de passe (senha) como um detalhe. Ano após ano, pesquisas repetem o mesmo diagnóstico: grande parte das pessoas escolhe combinações previsíveis, fáceis de adivinhar por criminosos.

Um relatório recente da Specops (publicado no ano passado) trouxe um ranking preocupante: “123456”, “admin” e “password” continuam entre as credenciais mais roubadas com maior frequência. O levantamento também indica que, mesmo quando a pessoa cumpre requisitos comuns de “complexidade” definidos por plataformas (misturar letras, números e símbolos, por exemplo), isso já não garante, por si só, a proteção da conta.

O motivo é simples: 230 milhões de senhas vazadas ainda assim atendiam aos padrões habituais. Esse dado reforça a necessidade de camadas adicionais de defesa - sobretudo a autenticação multifator (autenticação multifacteurs) - para reduzir o risco de acesso indevido e aumentar a proteção dos dados pessoais.

Outra pesquisa, da Nordpass, mostra que o top 20 das senhas mais usadas em 2024 está cheio de sequências numéricas, nomes próprios e apelidos, todos facilmente “quebrados” por ferramentas automáticas. Especialistas insistem na adoção de senhas únicas, longas e difíceis para diminuir as hipóteses de invasão. (Há mais detalhes no nosso artigo anterior sobre o tema.)

Caisse d’Épargne: nova regra ao trocar o código confidencial (senha)

Conforme noticiado pelo site L’Internaute, ao alterar o código confidencial, passa a valer uma regra de segurança adicional: os clientes não poderão mais definir uma senha numérica de seis dígitos que corresponda à própria data de nascimento (date de naissance). E, caso tente insistir, o pedido de alteração será simplesmente recusado pelo sistema.

Para alguns, a exigência pode parecer inconveniente, mas a lógica é clara: trata-se de uma barreira contra tentativas de acesso baseadas em dados pessoais fáceis de obter.

Vale lembrar que a Caisse d’Épargne não foi a primeira a adotar esse tipo de bloqueio. Outras instituições, como a BNB e o CIC, também já aplicam medidas semelhantes. A decisão faz sentido num cenário em que dados de cidadãos franceses circulam em grande volume no dark web; com isso, agentes mal-intencionados podem testar informações comuns (como datas) para tentar entrar no seu espaço online.

Boas práticas adicionais para proteger a sua conta

Além de evitar datas óbvias e combinações previsíveis, uma medida altamente recomendada é ativar a autenticação multifator sempre que o banco disponibilizar. Assim, mesmo que a sua senha vaze, o acesso pode ficar bloqueado sem o segundo fator (como um código temporário ou aprovação pelo aplicativo).

Outra estratégia prática é usar um gestor de senhas (password manager) para criar e guardar credenciais longas e exclusivas para cada serviço. Isso reduz o risco de “efeito dominó” - quando uma única senha vazada abre portas para várias contas - e ajuda a manter padrões mais fortes sem depender da memória.

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