O Nano Banana Pro, criador de imagens da Google, parece ter virado vítima do próprio sucesso. A empresa passou a limitar o recurso a apenas duas gerações de imagem por dia. Para produzir mais do que isso, agora é preciso pagar.
Há poucos dias, a Google apresentou o seu novo modelo de IA, o Gemini 3, junto de um gerador de imagens mais avançado, o Nano Banana Pro. Na prática, trata-se de uma ferramenta impressionante para transformar ideias malucas em imagens com poucos comandos.
Até então, quem usava o app do Gemini conseguia criar até três imagens por dia. Só que, com a procura disparando, a Google decidiu apertar o cerco: a página oficial de suporte foi atualizada para indicar que o limite diário caiu para duas imagens. Quer ultrapassar isso? Entra na conta - literalmente. A própria empresa, sediada em Mountain View, justificou a decisão de forma direta:
“Os limites de uso dos aplicativos Gemini são projetados para que todos os usuários tenham uma experiência ideal. Isso significa que, às vezes, precisamos limitar por um período específico o número de prompts e conversas disponíveis, ou a frequência com que você pode usar certos recursos.”
Google reduz o uso do gerador de imagens Nano Banana Pro
O gerador de imagens não é o único recurso afetado pelas restrições. O acesso gratuito ao Gemini 3 Pro também ficou mais limitado: quem não assina passa a contar apenas com um acesso básico, e os limites podem mudar de um dia para o outro dependendo do volume de demanda.
Para quem paga, o cenário permanece estável. Assinantes continuam com folga para usar as versões mais avançadas, com 100 solicitações diárias na versão Pro e 500 na versão Ultra.
Uma consequência imediata desse tipo de limitação é a previsibilidade menor para quem depende do recurso no dia a dia, seja para estudo, prototipagem de designs, criação de posts ou testes de estilo visual. Quando o teto diário oscila, o utilizador acaba tendo de priorizar pedidos mais importantes, planejar melhor os prompts e evitar tentativas “no improviso”.
Por que a Google colocou essas limitações?
A explicação mais provável é que a mudança esteja ligada a picos de uso - por exemplo, durante o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, quando muitas pessoas têm quatro dias de folga e acabam explorando ferramentas de IA sozinhas ou em família.
Também vale lembrar que esse tipo de tecnologia depende fortemente da capacidade de computação dos data centers. Quanto mais gente solicitando gerações (especialmente imagens), maior a pressão sobre infraestrutura - e, como resultado, mais limites aparecem.
Algo semelhante já foi citado pela OpenAI, que recentemente explicou não conseguir incorporar novas ferramentas ao ChatGPT por conta das restrições atuais de servidores - um problema que, segundo a empresa, tende a ser mitigado com parcerias envolvendo AMD e Nvidia.
No caso da Google, a expectativa é que a empresa continue ampliando gradualmente a sua capacidade para reduzir esse tipo de “estrangulamento” em momentos de pico e, assim, evitar que restrições como as do Nano Banana Pro virem recorrentes.
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