Cinco anos depois de estrear, o supercarro da Maserati ganha uma atualização bem-vinda - mas o que mais chamou atenção foi outra decisão: o MC20 passou a se chamar MCPura.
A Maserati apresentou o MCPura no Festival de Velocidade de Goodwood, no Reino Unido, evento que acontece até 13 de julho.
Apesar do batismo inédito, a receita central permanece a mesma do MC20 - inclusive o “coração” do carro. Por enquanto, não foi dessa vez que a Maserati eletrificou seu supercarro.
Logo atrás dos ocupantes segue o motor Nettuno, um V6 biturbo de 3,0 litros com o inovador sistema de combustão de pré-câmara e velas de ignição dupla, tecnologia derivada da Fórmula 1.
Os números também continuam intocados: são 630 cv de potência máxima e 720 Nm de torque. E o desempenho segue impressionante, com 0–100 km/h em 2,9 s e 0–200 km/h em 8,8 s.
O que mudou no Maserati MCPura?
Como a parte mecânica não foi alterada, as diferenças do MC20 para o MCPura aparecem principalmente no visual. Na dianteira, há uma nova grade; já na parte inferior, o carro recebe um difusor redesenhado, inspirado no MCXtrema, modelo exclusivo para pista. Na traseira, as mudanças existem, mas são bem mais discretas.
A carroceria pode ser encomendada em nove cores. Entre elas, a tonalidade Arco-Íris Aqua, uma pintura azul-esverdeada de três camadas que muda de aparência conforme a luz incide sobre a superfície.
Por dentro, o MCPura também evolui. A Maserati adotou novos acabamentos e um novo volante, inspirado no do MC20 GT2 de competição. Os bancos em Alcantara Gelo trazem grafismos feitos a laser com tons iridescentes, reforçando a conexão estética com os detalhes externos.
O modelo será oferecido em cupê e conversível - e, nesse caso, mantém o nome Cielo. O destaque do MCPura Cielo é o teto de vidro eletrocrômico, capaz de alternar entre transparente e opaco.
Na estrutura, o supercarro preserva as características do MC20, como a monocoque de fibra de carbono. A marca declara 1.500 kg de peso, o que garante uma das melhores relações peso/potência do segmento: 2,33 kg/cv.
Esse segmento inclui rivais como Ferrari 296 GTB e McLaren Artura, que combinam seus V6 biturbo com motores elétricos, alcançando potências máximas combinadas bem superiores. O Maserati MCPura segue fiel à combustão interna - e, segundo a própria marca, é exatamente essa “pureza” que dá sentido ao novo nome.
Além de diferenciar o carro em um momento em que a eletrificação domina o debate, a estratégia também conversa com o que entusiastas valorizam em um supercarro: resposta imediata ao acelerador, menor complexidade de conjunto e a identidade sonora típica de um motor a combustão de alto desempenho.
As mudanças aerodinâmicas e de acabamento, por sua vez, reforçam a proposta de manter o MCPura atual sem mexer na fórmula principal - apostando em evolução visual, refinamento de cabine e em uma narrativa clara de posicionamento frente aos híbridos do mesmo patamar.
Quando chega?
A produção acontecerá em Modena, na histórica fábrica da Viale Ciro Menotti, com início das entregas previsto para o último trimestre de 2025. Os preços serão divulgados mais perto do lançamento.
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