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Ferrari F80 em ação mas as vozes críticas falaram mais alto

Carro esportivo Ferrari F8 Vision vermelho em exposição dentro de showroom moderno e iluminado.

O F80 virou o novo queridinho da Ferrari e, desde que apareceu, não para de render assunto. Ele reúne um nível de tecnologia e desempenho que nenhum outro Ferrari tinha mostrado até aqui - só que, na prática, isso acabou ficando em segundo plano.

O motivo é bem específico: o som do 3.0 V6 biturbo que equipa o carro. Para muita gente, essa usina faz com que um verdadeiro monstro de performance pareça… um “gatinho” quando acelera. E isso acontece mesmo entregando números de referência: são 300 cv por litro, o que resulta em 900 cv no total.

Mais uma vez, a assinatura sonora do F80 voltou a ser alvo de uma enxurrada de comentários nada gentis, agora na sua estreia na lendária subida de Goodwood, durante mais uma edição do Festival of Speed.

Dá para discutir gosto, expectativa e tradição - mas os fatos são diretos: as 799 unidades, a 3,6 milhões de euros cada (antes de impostos), já estão todas vendidas. E isso diz muito sobre a força do nome Ferrari, independentemente das críticas.

Vale lembrar que a discussão sobre “voz” em supercarros e hipercarros ganhou peso nos últimos anos: com motores menores, turbos e eletrificação, a entrega de desempenho cresce, mas o caráter sonoro nem sempre acompanha o imaginário criado por décadas de V8 e V12. No caso do F80, o debate fica ainda mais intenso porque a marca construiu parte da sua mística justamente em torno desse apelo emocional.

E, antes de encerrar, fica aqui apenas para comparação - sem maldade… - a subida da mesma rampa pelo GMA T.50, talvez a derradeira máquina analógica, equipada com um V12 aspirado capaz de chegar a 12.100 rpm.


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