A Subaru acaba de apresentar um novo crossover elétrico voltado ao mercado norte-americano. Batizado de Uncharted, ele chega para ocupar um degrau abaixo do Solterra na gama da marca.
Apesar do emblema na dianteira, o Subaru Uncharted segue a mesma lógica do Solterra: há bem mais Toyota do que Subaru no projeto. Na prática, ele é o “irmão” do Toyota C-HR+, modelo que já foi mostrado na Europa.
Design do Subaru Uncharted: visual próprio, base Toyota C-HR+
As semelhanças entre os dois são numerosas. Ainda assim, a equipe de design da Subaru tratou de dar ao Uncharted uma identidade visual particular, com uma nova “cara”, para-choques redesenhados e um encaixe diferente para as lanternas traseiras. Fora isso, quase nada foi alterado - inclusive na cabine, que permanece praticamente igual à do C-HR+.
Plataforma e-TNGA, bateria de 77 kWh e opções de tração
O Uncharted utiliza a mesma plataforma e-TNGA e adota a mesma bateria de 77 kWh. A linha inclui:
- Tração dianteira: um motor, 224 cv
- Tração integral: dois motores, 343 cv
Um detalhe chama atenção: nos Estados Unidos, o Toyota C-HR+ é oferecido somente com tração integral, enquanto o Uncharted estreia também com tração dianteira - algo incomum, já que este é o primeiro Subaru de tração dianteira em vários anos no mercado norte-americano.
Autonomia no ciclo norte-americano e comparação com o WLTP
Em alcance, a Subaru divulga até 492 km de autonomia conforme o ciclo norte-americano. É um número bem abaixo dos 605 km no ciclo WLTP anunciados para o C-HR+ na Europa, mesmo usando a mesma bateria.
Essa diferença também ajuda a ilustrar como os padrões de medição podem alterar bastante os números oficiais: o resultado depende do ciclo adotado e das condições simuladas (velocidade, temperatura, uso de acessórios, entre outros).
0 a 60 mph (96 km/h): mais rápido que o WRX STI
Para quem acompanha a marca, há um dado que chama ainda mais atenção: o Subaru Uncharted acelera de 0 a 60 mph (96 km/h) mais rápido do que o WRX STI. A marca fala em 5,0 s, contra 5,6 s do esportivo.
Esse desempenho reforça como os elétricos, mesmo em formato de crossover, conseguem entregar respostas imediatas e números de aceleração que antes eram típicos de modelos focados em alta performance.
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