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A história de como nasceu o Museu do Caramulo dava um filme

Carro esportivo verde com detalhes dourados em ambiente moderno com vista para montanhas.

Foi um gesto quase automático - e, ainda assim, capaz de definir décadas inteiras. Em 1955, João de Lacerda comprou um Ford Model T abandonado, sem imaginar que aquele achado seria o primeiro passo para uma das coleções de automóveis mais emblemáticas do país.

Essa trajetória, tão envolvente e construída a muitas vozes, agora chega às telas no documentário “João de Lacerda: O Colecionador Visionário”.

A primeira exibição acontece no dia 3 de julho, às 18h30, no histórico Cinema São Jorge, em Lisboa.

Com 46 minutos de duração, o filme é uma produção conjunta do Museu do Caramulo com a produtora Screen, e conta ainda com o apoio da RTP2, do Ministério da Cultura e da Lisboa Cultura.

Após um cadastro prévio no site do Museu do Caramulo, a entrada é gratuita. Para quem não puder comparecer, a exibição na TV está marcada para o dia 22 de julho, às 23h30, na RTP2.

“Colecionador e Visionário”: João de Lacerda e o Museu do Caramulo

O documentário celebra o centenário do nascimento de João de Lacerda (1923–2003), uma figura decisiva para a criação e a consolidação do Museu do Caramulo como ele é conhecido hoje.

Formado em medicina e especialista em pneumologia, João de Lacerda também se destacou como piloto amador em subidas de montanha e ralis. Entre as competições das quais participou, estão provas históricas como a Mille Miglia e o Rali de Monte-Carlo.

Mas ele nunca foi “só” um colecionador. Era alguém movido pela velocidade e pela preservação histórica, com uma convicção muito clara: um automóvel só faz sentido quando pode rodar. Por isso, até hoje, todos os veículos em exposição no Museu do Caramulo permanecem em condições de circular.

Sua visão, porém, não parava na garagem. Ele uniu paixão e método para formar uma coleção viva, dinâmica, em constante movimento - e que funciona como uma ponte entre gerações. O filme reúne imagens de época, filmes de arquivo e mais de uma dezena de depoimentos de pessoas que conviveram com João de Lacerda, incluindo médicos, historiadores, jornalistas e juristas.

João de Lacerda também deu continuidade ao legado iniciado por seu pai, Dr. Jerônimo de Lacerda, e por seu irmão, Abel, contribuindo de forma determinante para que o Caramulo se tornasse uma referência nacional em patrimônio automotivo.

Uma parte desse legado está na própria filosofia de preservação: restaurar com cuidado, documentar com rigor e manter os carros em funcionamento, de modo que a história não fique restrita a vitrines. Nesse contexto, a manutenção preventiva, o respeito à originalidade e a pesquisa sobre cada modelo ajudam a transformar cada veículo em uma fonte concreta de memória - que se vê, se ouve e, quando possível, se conduz.

Também vale lembrar o peso simbólico do Ford Model T nessa narrativa: além de representar um marco da popularização do automóvel no mundo, ele aparece aqui como o gatilho de uma ideia maior. O que começou com um carro abandonado evoluiu para um projeto cultural que atravessa décadas, famílias e gerações de entusiastas.

Muito mais do que nostalgia sobre quatro rodas

No Caramulo, carros clássicos não são apenas lembranças feitas de metal e cromo. São máquinas vivas, restauradas com precisão e atenção aos detalhes, prontas para serem conduzidas com orgulho. Cada ida à estrada funciona, na prática, como continuidade direta da forma de pensar de João de Lacerda.

Eventos como o Caramulo Motorfestival e o “Museu na Rua” mantêm esse espírito ativo e conectam o museu ao presente. A isso se somam as diversas exposições temáticas promovidas pela instituição - incluindo, atualmente, a extraordinária coleção de um dos pilotos mais carismáticos de todos os tempos, Emerson Fittipaldi, que faz sua estreia mundial no Museu do Caramulo. Mais do que um espaço expositivo, o museu se afirma como um lugar de celebração da cultura automotiva - e da ideia de que paixão, para ser completa, precisa seguir com as rodas no chão.

Agora, com o documentário “João de Lacerda: O Colecionador Visionário”, essa história ganha um novo jeito de ser contada. Uma ideia nascida do encontro com um Ford Model T abandonado - e que continua, ainda hoje, a inspirar.

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