A Lamborghini nunca divulgou um número definitivo para a velocidade máxima do Revuelto, limitando-se a dizer que ela fica acima de 350 km/h.
Lamborghini Revuelto na Autobahn: AutoTopNL registra 370 km/h
Em um vídeo do AutoTopNL - canal conhecido por registrar longas puxadas em autoestradas alemãs sem limite de velocidade -, o Revuelto chega a esse patamar na autobahn e, mesmo assim, o V12 atmosférico segue ganhando velocidade.
Mais do que isso: o teste rendeu um marco para o próprio canal. Max, o “piloto de serviço”, cravou 370 km/h na autobahn, um recorde pessoal e também uma marca que ele ainda não tinha atingido nas medições do AutoTopNL.
Ainda havia fôlego: câmbio de dupla embreagem e giro longe do corte
Mesmo rodando a 370 km/h, o carro ainda não tinha “acabado”: faltava uma marcha no câmbio de dupla embreagem - são oito relações ao todo - e o conta-giros continuava bem distante do corte de giro (a antiga “linha vermelha”). Com esse cenário, a pergunta fica inevitável: afinal, qual é a velocidade máxima do Revuelto?
O conjunto híbrido do Revuelto: V12 atmosférico + três motores de fluxo axial (1015 cv)
Vale lembrar que o Lamborghini Revuelto é o primeiro modelo dessa linhagem na marca a unir um V12 atmosférico a três motores elétricos de fluxo axial. A potência máxima combinada declarada é de 1015 cv.
No detalhe, o próprio motor V12 entrega 825 cv a 9250 rpm, com limitador a 9500 rpm.
Por que estimar a velocidade máxima é tão difícil
Embora o vídeo aponte que ainda havia margem - pela rotação e pela marcha restante -, a velocidade máxima real depende de fatores que vão além do motor: condições de vento, inclinação do trecho, temperatura, calibragem e especificação dos pneus, além do espaço disponível para manter aceleração constante por tempo suficiente. Em velocidades muito altas, a resistência aerodinâmica cresce de forma brutal, e qualquer variável pequena pode virar diferença grande no resultado.
Também é importante considerar que, em carros como o Revuelto, o acerto de relações do câmbio e a estratégia do sistema híbrido influenciam onde o carro “respira melhor”. Os motores elétricos ajudam muito na resposta e na força em baixa e média velocidade, mas, na parte final do velocímetro, o que costuma mandar é a combinação entre potência sustentada, aerodinâmica e o quanto a última marcha foi pensada para puxar até o limite - ou apenas para reduzir giros e manter estabilidade em cruzeiro rápido.
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