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Os caças F-35A Husarz da Força Aérea da Polônia já superaram 1.000 horas de voo.

Piloto militar caminhando em frente a caça F-35 estacionado em pista de aeroporto durante o dia.

Os caças F-35A Husarz de quinta geração da Força Aérea Polonesa já ultrapassaram a marca de 1.000 horas de voo. O número foi alcançado com as aeronaves que, no momento, permanecem nos Estados Unidos para a etapa de formação de pilotos e de pessoal de manutenção da Polônia. Esse período preparatório é considerado decisivo, já que o país pretende receber seus primeiros exemplares do modelo em território nacional no fim de 2026.

A atualização foi divulgada pelo ministro da Defesa Nacional da Polônia, Władysław Kosiniak-Kamysz, em suas redes sociais. Ele também ressaltou que “a produção das aeronaves, o treinamento de pilotos e equipes, e a preparação da infraestrutura na base de Łask, onde os primeiros F-35 Husarz ficarão estacionados no fim deste ano, seguem conforme o planejado”.

A passagem do programa pelas 1.000 horas de voo veio poucos dias depois de o Ministério da Defesa informar novos avanços na montagem e na conclusão de mais duas células do F-35A Husarz. Na reta final do processo industrial, os aviões 3509 (AZ-09) e 3510 (AZ-10) estavam previstos para entrar na oficina de pintura, onde receberiam o esquema e as cores da Força Aérea Polonesa.

O ministério também detalhou o plano de emprego dos primeiros jatos: os oito F-35A iniciais serão destinados ao ciclo de capacitação nos Estados Unidos. Conforme a pasta, “os Husarz numerados de 3501 a 3508 permanecerão no exterior até, aproximadamente, o terceiro trimestre de 2027. A partir do 3509, as aeronaves serão entregues diretamente à Polônia. A primeira entrega está programada para o fim deste ano”.

Modernização e chegada do F-35A Husarz

A incorporação do F-35A Husarz ocorre dentro de um contrato firmado em 2020, cujo objetivo foi a aquisição de 32 aeronaves junto com todos os sistemas e serviços associados. De acordo com o cronograma do programa, a produção dos caças destinados à Polônia começaria três anos depois, com parte da frota posicionada inicialmente nos Estados Unidos para acelerar o treinamento de tripulações e de equipes técnicas.

A chegada do Husarz também exigiu um investimento relevante na modernização da estrutura militar do país. Os primeiros F-35A estão previstos para serem recebidos na 32ª Base Aérea Tática de Łask, onde já foi concluída a construção de uma nova área dedicada às operações de caças de quinta geração.

Além das obras físicas, a introdução do F-35A costuma exigir uma expansão de capacidades menos visíveis, como ambientes de planejamento de missão, redes seguras para tratamento de dados e rotinas específicas de proteção de informações. Na prática, a prontidão operacional depende tanto do avião quanto do ecossistema que permite operar sensores avançados, integrar dados e sustentar o ritmo de treinamento.

Outro ponto crítico é a sustentação: a formação de técnicos, a disponibilidade de ferramentas especializadas e os procedimentos de manutenção para superfícies e materiais de baixa observabilidade tendem a influenciar diretamente a taxa de prontidão da frota. Por isso, a etapa nos Estados Unidos funciona como um “laboratório” para padronizar processos, preparar equipes e reduzir riscos antes do início das operações regulares em solo polonês.

Quando estiverem plenamente incorporados, os F-35A Husarz deverão atuar de forma complementar aos caças F-16 (conhecidos como Falcão de Combate) e aos FA-50 de emprego leve, estes últimos também em fase de integração à Força Aérea Polonesa.

Imagem de capa ilustrativa. Créditos: Ministério da Defesa da Polônia.

Tradução: Constanza Matteo.

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