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Ano ainda não acabou mas a BYD já vendeu mais elétricos que a Tesla

Carro elétrico vermelho BYD 2025 estacionado em garagem com janelas grandes e estação de recarga.

Em 2024, a Tesla conseguiu segurar a ponta nas vendas de veículos 100% elétricos por uma diferença mínima - 1,789 milhão contra 1,764 milhão da BYD. Já em 2025, tudo indica que esse cenário está virando: mesmo com o ano ainda em andamento (estamos em setembro), a montadora chinesa já passou a Tesla em vendas globais de elétricos.

Os dados divulgados até aqui mostram a BYD com 1,61 milhão de elétricos vendidos no acumulado do ano no mundo, enquanto a Tesla soma 1,21 milhão no mesmo período. Na prática, isso significa uma vantagem de aproximadamente 400 mil unidades para a marca chinesa.

No recorte do terceiro trimestre, a BYD entregou 582.500 veículos 100% elétricos, queda de 4% em relação ao trimestre anterior. A Tesla, por sua vez, teve um avanço de 29,4%, mas ainda assim não alcançou a concorrente, totalizando 497.100 unidades comercializadas.

Esse movimento já não é pontual: trata-se do quarto trimestre consecutivo em que a BYD fica à frente da Tesla nas vendas de elétricos. E, segundo projeções da Counterpoint Research, até o fim do ano a BYD deve atingir 15,7% de quota de mercado global entre os 100% elétricos, enquanto a Tesla tende a fechar em 15,3%.

BYD e a disputa global nos 100% elétricos em 2025

O avanço da BYD vem apoiado não apenas em volume, mas também em uma estratégia de expansão que combina portfólio amplo e presença crescente fora do seu mercado de origem. A leitura do setor é que a marca vem ganhando força especialmente ao ampliar sua atuação internacional e ao diversificar ofertas para públicos distintos.

Um ponto que chama atenção é o ritmo de crescimento fora da Ásia. Só em setembro, fora da China, a BYD vendeu 71.256 unidades - um salto de 115,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Além dos modelos principais, as sub-marcas da empresa também vêm ajudando a puxar o resultado e a ocupar novos nichos.

BYD com dificuldades na China

Apesar do desempenho global, a BYD não está livre de obstáculos. Na China, seu mercado doméstico, as vendas recuaram 20% nos últimos três meses, evidenciando o grau de dificuldade de competir em um ambiente cada vez mais saturado e marcado por guerra de preços.

A pressão competitiva no mercado chinês costuma forçar ajustes rápidos de estratégia, seja por reposicionamento de preços, aceleração de lançamentos ou reforço de diferenciais de produto. Ao mesmo tempo, esse cenário tende a estimular a busca por crescimento fora do país - o que ajuda a explicar por que o desempenho internacional vem se tornando tão determinante para sustentar a trajetória da BYD.

Outro fator relevante para o próximo passo dessa disputa é a capacidade de execução em escala global: logística, rede de assistência e adaptação a exigências regulatórias variam bastante de região para região. Nesse contexto, a consistência nas entregas e a disponibilidade de versões competitivas podem ser tão decisivas quanto o volume de produção para consolidar (ou inverter) a liderança nas vendas globais de elétricos.

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