No episódio mais recente do Auto Rádio, o convidado é Carlos Barbosa, presidente do ACP - Automóvel Clube de Portugal, a maior associação do país, com mais de 330 mil associados.
Figura conhecida por, em alguns momentos, destoar do consenso quando o assunto são os carros elétricos, Barbosa também tem sido uma voz considerada “incômoda” - principalmente ao levantar discussões sobre segurança rodoviária, um dos eixos centrais do seu mandato no ACP.
Entre críticas ao modo como os motoristas são tratados em Portugal e elogios ao público que, segundo ele, “faz do Rally de Portugal o melhor rali do mundo”, o episódio percorre temas que vão da mobilidade urbana à política fiscal. O Auto Rádio é um podcast da Razão Automóvel, com apoio do Piscapisca.pt. Assista ao episódio completo para acompanhar a conversa na íntegra.
Carlos Barbosa (ACP) e a segurança rodoviária no Auto Rádio
Ao colocar a segurança rodoviária no centro do debate, o episódio reforça um ponto essencial: reduzir acidentes exige mais do que fiscalização - pede planejamento, infraestrutura, formação e regras claras para todos os tipos de transporte que dividem as ruas.
Também vale lembrar que entidades como o ACP - Automóvel Clube de Portugal costumam ter um papel relevante além da representação institucional, atuando como ponte entre condutores, autoridades e o setor automotivo para estimular práticas mais seguras, metas realistas e políticas públicas com foco no interesse coletivo.
“TVDE são uma bandalheira”
Sem entrar em detalhes demais antes da hora, dá para adiantar que a conversa começa por um tema espinhoso: os riscos e a regulação dos TVDE. Carlos Barbosa é direto e não deixa margem para interpretação: “TVDE são uma bandalheira”, diz ele, sem suavizar o diagnóstico.
A partir daí, o episódio também avança para a carga tributária elevada no setor automotivo e para uma pergunta que atravessa o debate sobre trânsito e fiscalização: quando se fala de motoristas e segurança rodoviária, eles são vistos como cidadãos a proteger - ou como uma fonte permanente de arrecadação? A resposta fica no episódio completo.
Outros assuntos entram na mesa: os desafios de uma eletrificação total, a urgência de repensar a segurança rodoviária e os gargalos de mobilidade nas cidades - do carro particular ao ônibus, passando pelas bicicletas. E surge um cenário provocativo: o que aconteceria em Lisboa ou no Porto se, de um dia para o outro, carros diesel com mais de 10 anos fossem impedidos de circular no centro?
Além disso, o episódio abre espaço para um ponto cada vez mais presente nas grandes cidades: mudanças rápidas nas regras de circulação (como restrições por idade do veículo) podem afetar trabalho, renda e deslocamentos cotidianos. Sem alternativas de transporte público eficientes e integradas, medidas desse tipo tendem a gerar desigualdade - um aspecto que também precisa entrar no cálculo das políticas de mobilidade.
Rally de Portugal e o vínculo histórico do ACP com os ralis
A ligação do ACP com o automobilismo é antiga e profunda - especialmente com os ralis -, então o Rally de Portugal naturalmente ganha destaque. O episódio discute o que esperar da edição deste ano e o que está por trás da organização de um evento desse porte, com logística complexa, exigências de segurança e impacto direto em várias regiões.
Ainda no universo do esporte a motor, Carlos Barbosa explica o que, na prática, seria necessário para Portugal ter um piloto na Fórmula 1 - uma resposta que, segundo o episódio, deve surpreender muita gente. A conversa também passa pelo Orçamento de Estado para 2026 e pela decisão recente de Miguel Oliveira de seguir para o Campeonato Mundial de Superbike (WorldSBK) a partir de 2026.
Encontro marcado no Auto Rádio na próxima semana
Motivo não falta para ver (ou ouvir) o episódio mais novo do Auto Rádio. O programa volta na próxima semana nas plataformas de sempre: YouTube, Apple Podcasts e Spotify.
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