O McLaren F1 segue firme no topo da lista dos carros mais exóticos, raros e caros de todos os tempos. Da versão homologada para as ruas, foram feitas apenas 64 unidades, o que ajuda a explicar por que cada exemplar relevante vira notícia quando reaparece no mercado.
Chassi 014 e a origem na coleção do Sultão do Brunei
Entre essas unidades, a que carrega o chassi 014 tem uma procedência particularmente marcante: ela já fez parte da extensa e histórica coleção do Sultão do Brunei. De fábrica, o carro saiu com a carroceria no tom Amarelo Titânio, mas depois a cor foi trocada por Branco Íbis.
Junto da repintura, este McLaren F1 recebeu um dos itens mais cobiçados e ainda mais difíceis de encontrar: o Kit de Alta Força Aerodinâmica - um pacote voltado a aumentar a pressão aerodinâmica e dar ao carro um comportamento mais plantado em velocidades elevadas, mantendo o caráter especial do modelo.
Interior com inspiração no McLaren F1 LM
O habitáculo também passou por mudanças e ficou mais próximo do que se vê na configuração de competição, o LM. A ideia foi aproximar a cabine do clima de pista, sem apagar a identidade do F1 como um projeto extremo desde a concepção.
Assinaturas de Michael Schumacher e Lewis Hamilton
Como se a raridade e a especificação já não bastassem, este exemplar ainda carrega histórias de alto nível: ao volante dele já estiveram Michael Schumacher e Lewis Hamilton. Para registrar o momento, os dois deixaram suas assinaturas associadas ao carro, um detalhe de proveniência que costuma pesar (e muito) em qualquer avaliação de colecionador.
Motor V12 BMW de 6,1 litros e 627 cv
Debaixo da carroceria está o conjunto mecânico que virou referência: o V12 aspirado de 6,1 litros fornecido pela BMW, com 627 cv. É esse motor lendário que permite ao McLaren F1 alcançar 391 km/h, um número que ainda impressiona mesmo diante de supercarros modernos.
Leilão em Abu Dhabi: estimativa em torno de 18 milhões de euros
Para este leilão, o valor esperado gira em torno de 18 milhões de euros, reforçando o status do McLaren F1 como um ícone praticamente intocável do mundo automotivo. A venda acontecerá em Abu Dhabi, no dia 5 de dezembro, sob organização da RM Sotheby’s.
O que costuma pesar em um McLaren F1 desse nível
Além de quilometragem e estado geral, um McLaren F1 com essa relevância costuma ser avaliado pela combinação de proveniência, configuração, documentação e originalidade (ou, quando houve alterações, pela qualidade e coerência delas com a história do carro). Itens raros de fábrica e registros sólidos de propriedade tendem a influenciar diretamente o interesse e a disputa no leilão.
Também vale lembrar que, em carros desse patamar, a preparação para venda geralmente envolve uma checagem minuciosa de histórico de manutenção, conservação de componentes específicos e verificação de conformidade com a especificação do exemplar - fatores que ajudam a sustentar o preço quando o martelo cai.
Vídeo com Chris Harris e Gordon Murray (com GMA T.50 ao fundo)
Ainda não basta? Há também um vídeo em que Chris Harris conversa com Gordon Murray, o criador do McLaren F1. Ao fundo, aparecem um GMA T.50 e este mesmo McLaren F1 que está prestes a ser leiloado pela RM Sotheby’s.
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